
Capim-pé-de-galinha: nova abordagem no controle da daninha
Diante da resistência a herbicidas, o manejo exige soluções inéditas para proteger produtividade e rentabilidade
O avanço da resistência de plantas daninhas no Cerrado elevou o nível de complexidade do manejo nas operações de soja.
Entre elas, o capim-pé-de-galinha tem se destacado como um dos principais desafios agronômicos, pressionando custos, reduzindo a produtividade e comprometendo a previsibilidade da safra.
Diante desse cenário, a incorporação de novos mecanismos de ação deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade estratégica. Produtos como o Thunder, da UPL, representam uma nova estratégia no controle de populações resistentes, contribuindo para o aumento da eficiência do manejo químico e restabelecendo alternativas técnicas consistentes para proteger rentabilidade e estabilidade produtiva.

A dimensão do desafio
O Eleusine Indica, popularmente conhecido como capim -pé-de-galinha, tem se tornado uma inconveniência aos sistemas intensivos de grãos no Brasil Central. De acordo com a Embrapa, essa daninha pode reduzir a produtividade da soja em até 12% em apenas 21 dias. Ela também atrasa o ciclo da cultura e compromete o número de vagens.
A força dessa espécie está na soma de fatores: seu sistema radicular fasciculado que explora de forma eficiente o solo, capturando água e nutrientes antes das culturas principais, garantindo desenvolvimento até em terrenos compactados e pouco férteis. Além disso, seu metabolismo C4 assegura vantagem competitiva sob alta radiação e temperaturas elevadas, comuns no Cerrado.
Persistência e resistência
A emergência escalonada do capim -pé-de-galinha, que se estende de outubro a março, amplia significativamente a janela de competição. Nesse período, cada planta pode produzir entre 40.000 e 120.000 sementes, demonstrando seu potencial altamente reprodutivo. Consequentemente, resulta em um ciclo persistente, que eleva custos operacionais e pressiona margens.
Além disso, práticas de manejo inadequadas, como o uso repetitivo de herbicidas de ação similar e a ausência de rotação de culturas, têm favorecido a expansão do Eleusine Indica. Desde 2017, estudos da Embrapa já apontam resistência múltipla ao glifosato e aos inibidores de ACCase. Portanto, configura-se um quadro de resistência cruzada que reduz a efetividade dos mecanismos de ação disponíveis e restringe de forma severa as alternativas de controle químico.

Este cenário tem tornado ineficazes muitos manejos tradicionais, como o uso de graminicidas convencionais. Por isso, cria-se uma demanda urgente por soluções inovadoras.
Thunder: inovação em três frentes
Diante desse cenário, Thunder se diferencia em três aspectos fundamentais:
- Mecanismo de ação inédito
- Ingrediente ativo exclusivo
- Proposta de valor construída para o sojicultor
Seu ingrediente ativo atua inibindo a enzima di-hidropteroato sintase (DHPS), essencial para a síntese do ácido fólico, bloqueando assim a reprodução celular do capim-pé-de-galinha e comprometendo de forma definitiva o seu desenvolvimento.

Eficiência potencializada
Para máxima performance, a recomendação é a aplicação associada a adjuvantes à base de óleo metilado de soja, como o Strides, também desenvolvido pela UPL. Essa formulação aprimora significativamente a aderência e a penetração do herbicida nas folhas, potencializando o controle das plantas daninhas, mesmo em populações resistentes.
Conclusão: resposta estratégica ao produtor
Apesar de se comportar como planta anual no Brasil, o capim-pé-de-galinha precisa ser controlado não só para evitar a competição direta, mas também para reduzir a produção de sementes que fortalecem o banco de resistência no solo.
Para auxiliar nesse trabalho, soluções inovadoras como o Thunder, da UPL, oferecem eficiência superior no manejo, eficácia comprovada contra daninhas e maior previsibilidade na safra. Além disso, com a ORÍGEO, o produtor tem acesso a tecnologias que entregam produtividade e rentabilidade durante toda a safra.
Perguntas estratégicas sobre Capim-Pé-De-Galinha
1. Como a resistência a herbicidas agravou o manejo do capim-pé-de-galinha?
O cenário de resistência ampliou significativamente a complexidade do controle do capim-pé-de-galinha. Práticas como o uso repetitivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação e a ausência de rotação de culturas favoreceram a seleção de populações resistentes.
Desde 2017, estudos da Embrapa apontam resistência múltipla ao glifosato e aos inibidores da ACCase, caracterizando um quadro de resistência cruzada. Isso significa que diferentes mecanismos de ação tradicionalmente utilizados passaram a apresentar perda de eficiência, reduzindo drasticamente as alternativas químicas disponíveis.
Na prática, muitos manejos convencionais, como o uso isolado de graminicidas tradicionais, tornaram-se insuficientes. O resultado é aumento do número de aplicações, elevação de custos e maior pressão sobre as margens do produtor.
Além disso, a alta capacidade reprodutiva da espécie fortalece o banco de sementes no solo, perpetuando indivíduos resistentes ao longo das safras. Esse contexto exige a introdução de soluções com mecanismos de ação inéditos, capazes de romper o ciclo de resistência e devolver previsibilidade ao manejo da lavoura.
2. Por que o controle precoce do capim-pé-de-galinha é decisivo para a rentabilidade da safra?
Embora se comporte como planta anual no Brasil, o capim-pé-de-galinha deve ser controlado de forma eficiente para evitar não apenas a competição direta com a soja, mas também a produção massiva de sementes que reforçam o banco de resistência no solo.
Cada planta pode gerar dezenas de milhares de sementes, perpetuando o problema nas safras seguintes. Quanto maior a produção de sementes resistentes, mais restritas se tornam as alternativas de controle, elevando custos e riscos produtivos.
Além da perda potencial de até 12% na produtividade em poucos dias de convivência, a presença da daninha pode atrasar o ciclo da cultura e comprometer o número de vagens, impactando diretamente o resultado final.
Portanto, o controle precoce e eficiente é uma estratégia de proteção de margem. Soluções inovadoras como Thunder oferecem ao produtor uma ferramenta capaz de enfrentar populações resistentes, devolver previsibilidade ao manejo e sustentar produtividade e rentabilidade ao longo da safra.
