Voltar
Capim-pé-de-galinha: nova abordagem no controle da daninha
Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Facebook Compartilhar no LinkedIn

Compartilhe

Capim-pé-de-galinha: nova abordagem no controle da daninha

Diante da resistência a herbicidas, o manejo exige soluções inéditas para proteger produtividade e rentabilidade

O avanço da resistência de plantas daninhas no Cerrado elevou o nível de complexidade do manejo nas operações de soja.  

Entre elas, o capim-pé-de-galinha tem se destacado como um dos principais desafios agronômicos, pressionando custos, reduzindo a produtividade e comprometendo a previsibilidade da safra.  

Diante desse cenário, a incorporação de novos mecanismos de ação deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade estratégica. Produtos como o Thunder, da UPL, representam uma nova estratégia no controle de populações resistentes, contribuindo para o aumento da eficiência do manejo químico e restabelecendo alternativas técnicas consistentes para proteger rentabilidade e estabilidade produtiva. 

Plantação de soja jovem em fileiras alinhadas sobre solo sob céu parcialmente nublado, representando agricultura moderna e manejo do solo no Brasil.
O controle eficiente de plantas daninhas é determinante para proteger o potencial produtivo e a rentabilidade da operação.

A dimensão do desafio 

O Eleusine Indica, popularmente conhecido como capim -pé-de-galinha, tem se tornado uma inconveniência aos sistemas intensivos de grãos no Brasil Central. De acordo com a Embrapa, essa daninha pode reduzir a produtividade da soja em até 12% em apenas 21 dias. Ela também atrasa o ciclo da cultura e compromete o número de vagens.

A força dessa espécie está na soma de fatores: seu sistema radicular fasciculado que explora de forma eficiente o solo, capturando água e nutrientes antes das culturas principais, garantindo desenvolvimento até em terrenos compactados e pouco férteis. Além disso, seu metabolismo C4 assegura vantagem competitiva sob alta radiação e temperaturas elevadas, comuns no Cerrado. 

Persistência e resistência 

A emergência escalonada do capim -pé-de-galinha, que se estende de outubro a março, amplia significativamente a janela de competição. Nesse período, cada planta pode produzir entre 40.000 e 120.000 sementes, demonstrando seu potencial altamente reprodutivo. Consequentemente, resulta em um ciclo persistente, que eleva custos operacionais e pressiona margens. 

Além disso, práticas de manejo inadequadas, como o uso repetitivo de herbicidas de ação similar e a ausência de rotação de culturas, têm favorecido a expansão do Eleusine Indica. Desde 2017, estudos da Embrapa já apontam resistência múltipla ao glifosato e aos inibidores de ACCase. Portanto, configura-se um quadro de resistência cruzada que reduz a efetividade dos mecanismos de ação disponíveis e restringe de forma severa as alternativas de controle químico. 

Close-up de capim com folhas verdes finas e espigas em formato de estrela.
O capim-pé-de-galinha combina alta capacidade reprodutiva e metabolismo C4, tornando-se uma das daninhas mais desafiadoras nos sistemas de produção.

Este cenário tem tornado ineficazes muitos manejos tradicionais, como o uso de graminicidas convencionais. Por isso, cria-se uma demanda urgente por soluções inovadoras. 

Thunder: inovação em três frentes 

Diante desse cenário, Thunder se diferencia em três aspectos fundamentais: 

  • Mecanismo de ação inédito
  • Ingrediente ativo exclusivo 
  • Proposta de valor construída para o sojicultor

Seu ingrediente ativo atua inibindo a enzima di-hidropteroato sintase (DHPS), essencial para a síntese do ácido fólico, bloqueando assim a reprodução celular do capim-pé-de-galinha e comprometendo de forma definitiva o seu desenvolvimento.

Trator pulverizando defensivos agrícolas em plantação jovem, com fileiras verdes alinhadas no campo sob céu claro, representando manejo e tecnologia no agronegócio.
A aplicação correta de herbicidas com mecanismos de ação eficientes amplia o controle de populações resistentes e restabelece a previsibilidade no manejo da soja.

Eficiência potencializada 

Para máxima performance, a recomendação é a aplicação associada a adjuvantes à base de óleo metilado de soja, como o Strides, também desenvolvido pela UPL. Essa formulação aprimora significativamente a aderência e a penetração do herbicida nas folhas, potencializando o controle das plantas daninhas, mesmo em populações resistentes. 

Conclusão: resposta estratégica ao produtor 

Apesar de se comportar como planta anual no Brasil, o capim-pé-de-galinha precisa ser controlado não só para evitar a competição direta, mas também para reduzir a produção de sementes que fortalecem o banco de resistência no solo.

Para auxiliar nesse trabalho, soluções inovadoras como o Thunder, da UPL, oferecem eficiência superior no manejo, eficácia comprovada contra daninhas e maior previsibilidade na safra. Além disso, com a ORÍGEO, o produtor tem acesso a tecnologias que entregam produtividade e rentabilidade durante toda a safra. 

Perguntas estratégicas sobre Capim-Pé-De-Galinha 

1. Como a resistência a herbicidas agravou o manejo do capim-pé-de-galinha? 

O cenário de resistência ampliou significativamente a complexidade do controle do capim-pé-de-galinha. Práticas como o uso repetitivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação e a ausência de rotação de culturas favoreceram a seleção de populações resistentes. 

Desde 2017, estudos da Embrapa apontam resistência múltipla ao glifosato e aos inibidores da ACCase, caracterizando um quadro de resistência cruzada. Isso significa que diferentes mecanismos de ação tradicionalmente utilizados passaram a apresentar perda de eficiência, reduzindo drasticamente as alternativas químicas disponíveis. 

Na prática, muitos manejos convencionais, como o uso isolado de graminicidas tradicionais, tornaram-se insuficientes. O resultado é aumento do número de aplicações, elevação de custos e maior pressão sobre as margens do produtor. 

Além disso, a alta capacidade reprodutiva da espécie fortalece o banco de sementes no solo, perpetuando indivíduos resistentes ao longo das safras. Esse contexto exige a introdução de soluções com mecanismos de ação inéditos, capazes de romper o ciclo de resistência e devolver previsibilidade ao manejo da lavoura. 

2. Por que o controle precoce do capim-pé-de-galinha é decisivo para a rentabilidade da safra? 

Embora se comporte como planta anual no Brasil, o capim-pé-de-galinha deve ser controlado de forma eficiente para evitar não apenas a competição direta com a soja, mas também a produção massiva de sementes que reforçam o banco de resistência no solo. 

Cada planta pode gerar dezenas de milhares de sementes, perpetuando o problema nas safras seguintes. Quanto maior a produção de sementes resistentes, mais restritas se tornam as alternativas de controle, elevando custos e riscos produtivos. 

Além da perda potencial de até 12% na produtividade em poucos dias de convivência, a presença da daninha pode atrasar o ciclo da cultura e comprometer o número de vagens, impactando diretamente o resultado final. 

Portanto, o controle precoce e eficiente é uma estratégia de proteção de margem. Soluções inovadoras como Thunder oferecem ao produtor uma ferramenta capaz de enfrentar populações resistentes, devolver previsibilidade ao manejo e sustentar produtividade e rentabilidade ao longo da safra. 

Capim-pé-de-galinha: nova abordagem no controle da daninha