
Mamona ganha espaço na regeneração do solo no Cerrado
Mamona no Cerrado ganha visibilidade nacional com repercussão na imprensa
A Mamona no Cerrado vem ganhando espaço como alternativa estratégica para a agricultura regenerativa. Além disso, o tema passou a ocupar posição de destaque na imprensa especializada e regional. Esse movimento ocorreu após o lançamento do segundo episódio da websérie “Rota Regenerativa – Caminhos que renovam o futuro”, iniciativa da ORÍGEO e da Bunge. Nesse sentido, o conteúdo evidencia o papel da cultura na regeneração do solo e, ao mesmo tempo, na diversificação produtiva.
Diante disso, veículos relevantes do jornalismo agro e generalista repercutiram o episódio. Entre eles, destacam-se o Portal A Fonte (SP), parceiro do SBT e do portal IG; o Diário Agrícola | AgroPlanning; o Gazeta News (BA); o Portal Segs (SP) e o Correio de Notícias (RO). Assim, o debate alcançou diferentes regiões e, consequentemente, públicos ligados ao agronegócio.
Mamona no Cerrado como alternativa regenerativa no campo
O cultivo da mamona cresce principalmente na Bahia e em Mato Grosso. Nessas regiões, portanto, a cultura vem sendo incorporada aos sistemas de rotação e entressafra. Como resultado direto, produtores observam ganhos relevantes para o solo. Entre eles, estão a descompactação, a maior retenção de água e, além disso, melhores condições para as lavouras seguintes.
Segundo Igor Borges, head de sustentabilidade da ORÍGEO, o sistema radicular profundo da mamona contribui para a estruturação do solo. Além disso, esse enraizamento favorece o controle natural de nematoides. Outro ponto importante é a menor demanda hídrica, sobretudo quando comparada a outras culturas do Cerrado.
“A mamona demanda menos água para fechamento do seu ciclo em relação a outras culturas utilizadas no cerrado e ainda contribui para uma estruturação mais eficiente do solo e maior retenção hídrica, principalmente em áreas de baixa fertilidade”, explica o head de sustentabilidade da ORÍGEO.
Crescimento da cultura reforça interesse do mercado
Dados da Conab indicam, de forma clara, avanço consistente no cultivo da mamona. Na safra 2024/25, por exemplo, a área plantada chegou a 64,2 mil hectares. Isso representa, portanto, crescimento de 9,4% em relação ao ciclo anterior. Ao mesmo tempo, a produtividade média subiu de 1.484 kg/ha para 1.693 kg/ha, reforçando a eficiência do manejo.
Além disso, a Bahia lidera a produção nacional, com 36,3 mil toneladas. Mato Grosso aparece, logo em seguida, com 1.814 toneladas. Paralelamente, o mercado reagiu de forma positiva. Em janeiro, por exemplo, a saca valorizou 36%, passando de R$ 199,70 para R$ 272,50.
Episódio da Rota Regenerativa aprofunda o tema
Já está disponível o episódio “A cultura da mamona” da websérie “Rota Regenerativa – Caminhos que renovam o futuro”. Nesse capítulo, a mamona é apresentada para além da produção de óleo. Nesse sentido, o conteúdo destaca seu papel na melhoria da saúde do solo.
O episódio pode ser acessado no YouTube e no site rotaregenerativa.origeo.com.br. Nele, especialistas e produtores compartilham experiências práticas no campo. Assim, o enraizamento profundo da cultura aparece como fator decisivo para a descompactação do solo. Além disso, contribui para o controle natural de pragas.
“Apesar dos desafios que ainda existem em áreas como produção, colheita e mecanização, a mamona apresenta um grande potencial quando bem desenvolvida. No começo, muitos a viam apenas como uma alternativa para a produção de biodiesel, competindo com culturas como a soja. Mas, ao conhecer de perto a indústria e explorar suas possibilidades, ficou claro que a mamona oferece uma gama de produtos e soluções, como matériasprimas para cosméticos, produtos farmacêuticos, lubrificantes industriais e bioinsumos”, destaca Rossano de Angelis Jr., vice-presidente de agronegócio da Bunge para a América do Sul.
Além disso, o episódio ressalta a resistência da mamona à escassez hídrica. Por isso, a cultura se mostra adequada para a entressafra. Dessa forma, produtores ganham maior segurança produtiva e, ao mesmo tempo, oportunidade de renda adicional.
“Com suas características de enraizamento, descompactação do solo e controle de nematoides, ela é uma cultura positiva no sistema de rotação e ainda pode trazer benefícios para a soja, que é plantada depois.”
O capítulo também aborda, de maneira direta, a relação entre o agronegócio e a transição energética.
“Um grande avanço está sendo a forma como a indústria de petróleo está começando a olhar para o agronegócio como uma solução. A produção de oleaginosas, como fonte para biocombustíveis como HVO [Óleo Vegetal Hidrotratado, na sigla em inglês] e SAF [Combustível Sustentável de Aviação, na sigla em inglês], está ganhando cada vez mais espaço. É possível melhorar a segunda safra, aumentando a produção de óleo por hectare. Sem dúvida, esse é o futuro da agricultura regenerativa”, finaliza o executivo.
Repercussão na mídia amplia o debate
A ampla divulgação do episódio reforça, portanto, a relevância do tema. Ao ganhar espaço em portais regionais e nacionais, a discussão sobre a Mamona no Cerrado se consolida no debate sobre inovação e sustentabilidade. Assim, a informação chega de forma qualificada ao produtor e aos agentes do setor.
Conheça os veículos que divulgaram o conteúdo
Portal A Fonte: Portal de notícias parceiro do SBT e do IG. Além disso, atua com cobertura ampla, incluindo agronegócio, economia e sustentabilidade.
Diário Agrícola | AgroPlanning: Veículo especializado que reúne informações sobre agricultura e pecuária. Dessa forma, difunde tendências, análises e opiniões de produtores e especialistas.
Gazeta News (BA): Editorial online com cobertura nacional e, especialmente, forte presença em Luís Eduardo Magalhães, polo estratégico do agronegócio baiano.
Portal Segs: Portal nacional com décadas de atuação. Além disso, reúne conteúdos sobre economia, tecnologia, seguros e agronegócio, bem como serviço de clipping com mais de 135 mil usuários.
Correio de Notícias (RO): Fundado em 2006, em Porto Velho, o portal se destaca pelo compromisso com informação de qualidade, independência editorial e, sobretudo, jornalismo responsável.
Curiosidade sobre a cultura
De origem africana, a mamona é cultivada há milhares de anos. Desde então, seu óleo foi utilizado para diferentes finalidades. No Brasil, por sua vez, a cultura se adaptou bem a solos e climas variados. Hoje, portanto, alia tradição e inovação nos sistemas de agricultura regenerativa.
