
ORÍGEO 360 – O encontro que uniu a cadeia do agronegócio do futuro
13/02/2025
InovaçõesORÍGEO 360 reuniu toda a cadeia do agronegócio em um encontro inédito que contou com mais de 700 participantes, entre líderes, consultorias agrícolas e mais de 400 grandes agricultores do Cerrado.
O evento aconteceu em São Paulo, nos dias 04 e 05 de setembro. Com temas que abordaram o antes, o durante e o depois da porteira, falou diretamente com os maiores produtores do cerrado brasileiro. Juntos, eles somam mais de 7 milhões de hectares de soja, milho e algodão. Além disso, o ORÍGEO 360 contou com participações de gigantes da lavoura até a indústria, algumas delas inéditas no país.
Contexto e desafios do agronegócio
Os desafios do dia a dia, do plantio à colheita, fizeram parte dos debates. Também foram discutidos o planejamento da safra e a comercialização dos produtos. Além disso, entraram em pauta as condições climáticas, a oscilação dos custos de produção e os preços de venda. Nesse cenário, um dos temas que foi unanimidade entre os 10 líderes palestrantes foi o quanto o ESG é fundamental para a continuidade e sustentabilidade dos negócios nos tempos atuais.
O evento também contou com um espaço dedicado à companhia. Nesse ambiente, a ORÍGEO apresentou sua proposta de valor, materializada em seu portfólio completo. “Em um ambiente de variáveis incontroláveis, há incerteza e aumento da volatilidade. Ao mesmo tempo, temos excesso de soluções que não necessariamente conseguem atender às dores dos produtores, pois muitas vezes são fragmentadas. No entanto, temos um futuro de oportunidades à frente e precisamos estar preparados. A ORÍGEO nasceu dessa necessidade, sendo totalmente dedicada a oferecer soluções integradas e customizadas aos agricultores de grande porte”, disse o CEO da ORÍGEO, Roberto Marcon.

Antes da Porteira
Contexto do painel
Melhoramento genético vegetal, proteção de cultivos, soluções tecnológicas e sustentabilidade foram alguns dos assuntos abordados no painel “Antes da Porteira”. O debate destacou a importância dos diferentes segmentos que participam da produção.
Para falar sobre os desafios dentro da fazenda foram convidados representantes das empresas UPL, CNH e GDM.
Ciência e inovação no melhoramento genético
Ignacio Bartolomé, CEO da GDM Seeds, empresa de origem argentina, ressaltou a importância da ciência e da inovação para potencializar o mercado de oleaginosas. “A tecnologia pode acelerar a taxa de ganho genético, diminuindo o custo e o tempo para a semente ser lançada no mercado. Assim, mais óleo poderá ser produzido a partir dele. Além disso, as plantas serão mais tolerantes a estresse climático e poderão sequestrar mais carbono do que emitir.”
Digitalização e inovação no campo
Diretor de Tecnologias Digitais e Inovação da CNH Industrial Latam, Gregory Riordan destacou cinco tópicos para a obtenção de ótimos resultados no campo: digitalização, automação, inovação colaborativa, uso de combustíveis alternativos e servitização – a estratégia de transformar produtos em serviços, adicionando valor por meio de serviços relacionados. “Não vamos vencer ou trazer a melhor solução para vocês de forma isolada. Tudo isso é conectado e multidisciplinar. Por isso, temos de nos unir e trabalhar em equipe para vencer este jogo.”
Agricultura regenerativa e clima
A UPL, empresa de origem indiana e acionista da ORÍGEO, mostrou que o futuro do planeta passa pela agricultura. “Ela é a ferramenta mais importante para combater as alterações climáticas. Com uma agricultura regenerativa sustentável, podemos realmente descarbonizar o mundo mais rapidamente”, afirmou Jai Shroff, chairman e CEO global do grupo.
Mike Frank, CEO da UPL Corporation, declarou que é necessário reimaginar a sustentabilidade na produção de alimentos. Essa é, inclusive, a meta da companhia. Segundo ele, isso deve ocorrer por meio do uso de moléculas eficientes para potencializar os cultivos. “O Brasil está em primeiro lugar quando pensamos em inovação e é um dos países mais importantes em termos de biossoluções. Por isso, estamos trabalhando para trazer cada vez mais recursos para minimizar os problemas que desafiam os produtores.”
Depois da Porteira
Conexão entre produtor e indústria
O painel “Depois da Porteira” destacou temas como barter, energia e bens de consumo. O objetivo foi conectar produtor e indústria, além de apontar os desafios que continuam na pós-produção.
Uma das grandes novidades propostas pelo ORÍGEO 360 é a integração entre todos os elos da cadeia. Nesse sentido, o painel “Depois da Porteira” cumpriu esse objetivo ao trazer a visão do mercado consumidor para os agricultores presentes. Participaram representantes da BUNGE, Chevron, PepsiCo e Unilever.
Descarbonização e mercado global
Copresidente global de agribusiness da Bunge, Julio Garros indicou que a união que resultou na criação da ORÍGEO é o caminho para o Brasil descarbonizar sua agricultura. “As maiores empresas do mundo anunciaram que reduzir as emissões de dióxido de carbono é fundamental. Portanto, as companhias têm de mudar suas fontes de energia, utilizando combustíveis renováveis.
Se você usa soja, já reduz 50% das emissões. Além disso, o Brasil tem a capacidade de produzir a quantidade necessária. No entanto, ainda temos o desafio de verificar e comprovar que a soja utilizada sequestrou carbono. A ORÍGEO é o caminho para ajudar os produtores nessa comprovação e a aderir a isso”, refletiu.
Sustentabilidade na indústria de alimentos
Robert Coviello, chefe de sustentabilidade e assuntos governamentais da Bunge – também acionista da ORÍGEO –, descreveu que atualmente as indústrias agrícolas e de alimentos enfrentam um novo contexto global. Nesse cenário, sustentabilidade e resultado caminham lado a lado. “Nosso propósito é promover parcerias para um futuro melhor. Por meio da descarbonização, podemos crescer de modo mais sustentável.”
Energia renovável e transição energética
Na mesma linha, a norte-americana Chevron Renewable Energy Group apontou que o futuro da energia terá menos carbono. “A energia limpa e renovável é tema de extrema importância no cenário atual. Por isso, estamos colaborando com empresas, organizações e governos em iniciativas relacionadas”, comentou o presidente da empresa, Kevin Lucke.
Práticas ESG e cadeia agrícola
Já Paulo Quirino, vice-presidente de operações da PepsiCo, abordou a importância das práticas sustentáveis para o futuro da agricultura. “A base dos nossos produtos é a agricultura. Para que possamos sustentar essa cadeia agrícola no futuro, estamos cada vez mais ligados às práticas ESG. Hoje, 48% das nossas culturas são oriundas de fontes sustentáveis e queremos chegar a 100%”, disse. Para ele, além de impactar o meio ambiente e a agricultura, também é importante atuar nas comunidades com ações voltadas para a cidadania corporativa. Nesse contexto, as práticas de ESG e supply chain fazem parte desse sistema.
Agricultura regenerativa
Em sua apresentação, Rodrigo Visentini, presidente da divisão de nutrição da Unilever, demonstrou que a companhia trabalha na implementação de métodos de agricultura regenerativa. Entre eles estão a rotação de culturas e o uso responsável de recursos naturais. “Por que a agricultura regenerativa? Precisamos recuperar o solo, aumentando a produtividade e também a lucratividade do agricultor”, finalizou.
Sustentabilidade e visão de futuro
O olhar da sustentabilidade e o conhecimento sobre o ESG aplicado ao negócio, presente no dia a dia da fazenda, foi um dos grandes destaques do evento.
Além disso, os debates entre os líderes reforçaram a consciência de que o aumento da produtividade e da rentabilidade nos negócios é promissor. Isso se fortalece quando há um olhar focado no ESG dentro das fazendas, considerando as novas exigências do mercado consumidor e a necessidade de adaptação a elas.
ORÍGEO 360 foi um evento completo, pensado em temas e interações que complementam a visão do produtor sobre o seu negócio. Ao mesmo tempo, reforçou sua importância como elo forte na cadeia do agronegócio mundial.
“Tudo que estamos construindo, no modelo de atendimento e na oferta, é para que vocês tenham tempo para falar sobre o futuro da agricultura e o futuro do planeta.” É com essa visão da ORÍGEO, citada por Marcon, que o ORÍGEO 360 marca o início de um novo momento para o agronegócio brasileiro. Nesse novo cenário, passado, presente e futuro têm o mesmo peso nas decisões do dia a dia da fazenda. Assim, os produtores poderão, através da terra, construir um novo legado para o planeta.
