
Milho safrinha: o que os enfezamentos estão causando
11/05/2026
MilhoEntenda por que os enfezamentos estão entre os principais desafios do milho safrinha e como o manejo preventivo ajuda a reduzir perdas no campo.

O milho safrinha é uma das culturas mais importantes do Brasil e também uma das mais vulneráveis a problemas sanitários. Entre os principais desafios está o complexo de enfezamentos, uma das maiores ameaças à produtividade, especialmente em áreas com alta presença da cigarrinha Dalbulus maidis.
Esse complexo é causado por dois patógenos do grupo dos molicutes: o pálido, associado ao Spiroplasma kunkelii, e o vermelho, causado pelo Maize bushy stunt phytoplasma. Ambos se instalam nos tecidos do floema da planta, afetando seu funcionamento fisiológico.
Por que essa doença se espalha tão rapidamente no campo?
A cigarrinha Dalbulus maidis migra de lavouras adultas para áreas recém-emergidas, promovendo a disseminação da doença de forma silenciosa e contínua.
Além disso, práticas como a presença de milho voluntário (tiguera) e o plantio escalonado criam uma “ponte verde” no sistema produtivo, que mantém o vetor ativo entre safras e aumenta significativamente o risco de contaminação logo no início do desenvolvimento da cultura.
Por que os enfezamentos são tão prejudiciais ao milho?
Após a infecção, os molicutes se multiplicam dentro do floema, comprometendo o transporte de nutrientes e a regulação do crescimento da planta.
O resultado é um conjunto de impactos fisiológicos severos, como:
- Menor crescimento vegetativo
- Formação irregular de espigas
- Falhas no enchimento de grãos
- Queda expressiva de produtividade
Quando a infecção ocorre de forma precoce, entre V1 e V4, os danos são ainda mais severos, reduzindo o estande funcional e comprometendo o potencial produtivo antes mesmo do aparecimento dos sintomas visíveis.

Impacto direto na produtividade
O complexo de enfezamentos pode causar perdas superiores a 70% na produtividade, segundo dados da Embrapa.
Outro fator determinante para o risco de enfezamento é a janela de plantio. Lavouras implantadas fora do período ideal tendem a coincidir com maior população da cigarrinha, aumentando a chance de infecção precoce e de disseminação dentro da área.
Em situações em que o milho atinge V3 e V8 durante períodos de alta infestação, o risco já está ativo e o controle se torna mais desafiador.
Estratégias de manejo e controle no campo
O controle da doença acontece, principalmente, por meio do manejo da cigarrinha, com uso de inseticidas e híbridos tolerantes. Porém, essas estratégias atuam sobre o vetor e não diretamente sobre os molicutes, o que pode manter a lavoura exposta a perdas significativas.
Proteção complementar com ação sistêmica

Nesse contexto, soluções complementares ajudam a reduzir o avanço da infecção dentro da planta. O Kasumin® é um bactericida sistêmico à base de casugamicina que atua de forma preventiva e curativa.
Após a aplicação, ele é absorvido pela planta e translocado internamente, até folhas, caules e tecidos em crescimento, exatamente onde os patógenos se instalam, complementando o manejo integrado e preservando o teto produtivo da lavoura.
Conclusão: sanidade vegetal é parte da produtividade
O complexo de enfezamentos mostra como a sanidade da lavoura é determinante para o resultado final do milho safrinha, exigindo manejo integrado para reduzir perdas e proteger o potencial produtivo.
A ORÍGEO está ao lado do produtor, com acompanhamento de especialistas e soluções integradas para apoiar o manejo da lavoura e otimizar os resultados no campo.
