
Agricultura Regenerativa: a caminho de um plantio sustentável
13/02/2025
Agricultura regenerativaA agricultura regenerativa é um sistema que aprimora a vitalidade do solo e reabilita ambientes degradados, resultando no aumento da produtividade. Dessa forma, evita o esgotamento dos recursos naturais, como a água, e cria um ambiente mais sustentável.
Além disso, fomentado também pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO — Food and Agriculture Organization of the United Nations), esse conjunto de princípios agrícolas adota uma perspectiva agroecossistêmica abrangente. Assim, busca a preservação do solo e da biodiversidade em diferentes esferas. Isso ocorre porque promove a reabilitação do ecossistema e otimiza o uso dos recursos naturais. Ao mesmo tempo, incentiva maior eficácia na utilização de insumos e nos serviços dos sistemas agrícolas.
As boas práticas que auxiliam na agricultura regenerativa
A agricultura regenerativa, basicamente, é um conjunto de ações que podem ser incluídas nas chamadas Boas Práticas Agrícolas (BPA). Em geral, existem cinco práticas significativamente ligadas a essa abordagem:
(1) Minimização do preparo de solo;
(2) Cobertura constante do solo;
(3) Estímulo à diversidade de cultivos;
(4) Promoção da absorção de água pelo solo;
(5) Integração entre atividades de criação de animais e cultivo.
Essas estratégias de conservação têm potencial para aumentar a absorção natural de carbono atmosférico. Como resultado, elevam a taxa de carbono no solo e melhoram sua capacidade de reter água e nutrientes. Consequentemente, contribuem para a saúde e a produtividade das culturas.
Além disso, a redução do preparo do solo leva a uma menor oxidação do carbono. Da mesma forma, a cobertura constante do solo ajuda a evitar a erosão e aumenta a produção de biomassa por meio de plantas de cobertura. Por outro lado, a diversificação de cultivos não apenas favorece a produção de biomassa, mas também auxilia na descompactação do solo. Em alguns casos, ainda contribui para o manejo de pragas e doenças.
Os desafios da implementação na fazenda
A implementação desse sistema pode enfrentar diversos desafios. Por isso, contar com o apoio de especialistas que compreendam as particularidades da região e da sua fazenda é fundamental. Além disso, é importante alinhar as práticas às recomendações e demandas globais. Dessa maneira, a transição tende a ocorrer de forma mais tranquila e assertiva, considerando que também se trata de uma jornada contínua de aprendizado e adaptação.
Alguns dos desafios que nosso time está preparado para enfrentar são:
Integração de práticas inovadoras: Incorporar novas práticas, técnicas e tecnologias pode ser desafiador, pois exige mudanças operacionais e coordenação dentro do negócio. Por isso, nosso time é treinado para auxiliar e trabalhar junto à equipe técnica de cada cliente na implementação dessas práticas.
Gestão da complexidade dos sistemas regenerativos: Sistemas agrícolas regenerativos podem ser complexos de gerenciar. Assim, exigem habilidades e conhecimentos específicos para otimizar a produção de forma sustentável. Com nosso time técnico e especialista, entendemos o dia a dia de cada fazenda, analisamos o negócio e avaliamos o momento adequado para cada tomada de decisão, conforme a necessidade de cada cliente.
Compatibilidade com políticas e regulações: Garantir que as práticas regenerativas estejam em conformidade com políticas e regulamentações agrícolas locais pode ser um desafio adicional. Ainda assim, o agricultor ORÍGEO conta com o suporte dos profissionais em campo, atendendo todas as frentes dentro desse sistema.
Estamos aqui para ajudar os agricultores nos desafios durante essa transição.
A fim de elaborar a iniciativa de implantação das boas práticas citadas, o planejamento básico para iniciar esse tipo de abordagem envolve várias etapas. Essas etapas têm como objetivo estabelecer uma base sólida para práticas agrícolas sustentáveis e regenerativas. Além disso, nosso time especializado nas regiões do Cerrado está à disposição para planejar e executar, junto à equipe técnica dos agricultores, todas as etapas dessa mudança.
As etapas trabalhadas junto ao nosso time são:
Definição de Objetivos:
Junto ao nosso cliente, entendemos e estabelecemos diferentes prioridades. Entre elas estão a escolha dos melhores insumos e tecnologias, o manejo eficaz durante todos os estágios da safra, a conservação da biodiversidade e estratégias voltadas às oportunidades da indústria.
Análise do Solo:
Testes de solo são necessários para determinar a qualidade, a textura, a fertilidade e os níveis de nutrientes. A partir desses resultados, desenvolvemos um plano de manejo de solo personalizado.
Escolha de Culturas e Rotação de Culturas:
Selecionamos culturas, alternativas ou consorciadas, que se adaptem bem ao tipo de solo e ao clima. Além disso, planejamos a rotação de culturas para melhorar a saúde do solo e reduzir a pressão de pragas e doenças.
Implementação de Práticas Regenerativas:
Adotamos técnicas de cobertura de solo e consórcio. Ao mesmo tempo, buscamos o melhor uso de produtos químicos sintéticos e reduzimos ao mínimo a perturbação e a compactação do solo.
Manejo da Biodiversidade:
A fim de promover a biodiversidade na propriedade, incentivamos a presença de polinizadores, insetos benéficos e vida selvagem. Para isso, por exemplo, estimulamos o plantio e a preservação de bordas de vegetação nativa, criando corredores ecológicos.
Monitoramento e Aprendizado Contínuo:
Nosso trabalho acontece diretamente na fazenda. Por isso, acompanhamos o dia a dia do agricultor e registramos informações sobre as práticas e os resultados ao longo do tempo. Assim, conseguimos ajustar o plano sempre que necessário.
Investimento Gradual:
A implementação de práticas regenerativas pode ocorrer de forma gradual. Dessa forma, adapta-se às circunstâncias financeiras e de recursos de cada fazenda.
O momento de decisão pode ser agora.
Os benefícios de optar por um plantio mais sustentável são inúmeros, tanto para o meio ambiente quanto para o negócio. Entre eles, podemos destacar maior eficiência do solo, otimização de recursos, superação dos desafios climáticos, aumento da produtividade e melhor posicionamento competitivo no cenário internacional.
Além disso, o mercado demanda cada vez mais produtos de qualidade e provenientes de processos sustentáveis. Nesse contexto, o uso inteligente de tecnologias, recursos e insumos torna-se um fator valorizado por consumidores, sociedade civil e empresas.
Por isso, o agricultor ORÍGEO pode contar com um portfólio robusto de produtos naturais, como defensivos biológicos ou itens do portfólio Natural Plant Protection (NPP). Dessa maneira, optar por insumos mais sustentáveis e por uma produção baseada em boas práticas agrícolas torna-se essencial para atender às necessidades do mercado e do agronegócio do futuro.
