
Como 2025 reposiciona o algodão para 2026
20/02/2026
CulturasDemanda externa e manejo fitossanitário sustentam competitividade e expansão do algodão no mercado global.

A safra 2024/2025 de algodão consolidou um ciclo de forte desempenho produtivo, alcançando resultados expressivos e estabelecendo um novo recorde para a cultura no Brasil. O desempenho reforça o papel do manejo como fator decisivo para altas produtividades, qualidade de fibra e competitividade no mercado.

Produção que marca um novo patamar para a cotonicultura
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de algodão em pluma alcançou 4,076 milhões de toneladas, com expressivo crescimento de 10% em relação ao ciclo anterior. O resultado reflete a combinação entre expansão de área cultivada e ganhos de produtividade.
Principais estados produtores em destaque
O desempenho do algodão em 2025 é resultado direto de condições climáticas favoráveis e da adoção de práticas de manejo que potencializaram o desempenho da cultura.
Em Mato Grosso, o clima seco aliado ao manejo fitossanitário garantiu regularidade nas operações e na qualidade da fibra. Na Bahia, a colheita das lavouras de sequeiro surpreendeu pela uniformidade e padrão técnico. Maranhão, Piauí, Pará, Rondônia e Tocantins também registraram avanços, impulsionados por áreas irrigadas e condições climáticas favoráveis.
Como o setor se prepara para a próxima safra
De acordo com Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO, as projeções iniciais para 2026 indicam um cenário um pouco mais moderado em relação à safra recorde, no ciclo anterior.
“A Conab trabalha com a estimativa de 3,8 milhões de toneladas. Essa diferença vem, principalmente, da expectativa de produtividade e área plantada ligeiramente menores, baseada em modelos mais cautelosos”, explica Álvares.
Contudo, apesar dessa projeção, o cenário segue favorável para a cotonicultura brasileira.
“O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de algodão e deve continuar encabeçando a produção mundial, mesmo que não bata recordes. Nossa expectativa é que, para 2026, mesmo com indicadores ligeiramente inferiores, a demanda externa e, principalmente o manejo fitossanitário contribuam para que ele continue competitivo, com qualidade e expansão no mercado”, destaca.

Conclusão: a produção de algodão em 2026 segue em um cenário positivo
Com demanda externa consistente e manejo fitossanitário conduzido com eficiência e precisão, o algodão brasileiro mantém fundamentos sólidos em qualidade, competitividade e expansão de mercado. Nesse contexto, a ORÍGEO contribui para esse alcance ao oferecer inovação, tecnologia e inteligência técnica e de mercado, apoiando decisões estratégicas que fortalecem o desempenho do cotonicultor.
