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Conheça 6 doenças da soja e como enfrentá-las!
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Conheça 6 doenças da soja e como enfrentá-las!

As técnicas de manejo agrícola abordam todos os aspectos da produção. Porém, é importante ressaltar que o controle eficiente de plantas daninhas, pragas e doenças desempenha um papel determinante na produtividade final da cultura de soja.

Nos últimos anos, as doenças passaram a ter maior importância no País. Isso ocorreu devido ao aumento da área semeada em solo nacional. Além disso, outros aspectos contribuíram para esse cenário, como a ampla janela de semeadura, a expansão da cultura para novas regiões e a entrada de novos patógenos. Dessa forma, as enfermidades passaram a ser um dos principais limitantes para que a cultura alcance alta rentabilidade.

Esse contexto exige um nível crescente de conhecimento técnico e acompanhamento da lavoura. Além disso, demanda o desenvolvimento tecnológico e a adoção de novos métodos de manejo.

MANEJO DE DOENÇAS

O primeiro passo para realizar um programa adequado de controle de doenças na soja é a correta identificação do problema existente na área. Cada enfermidade possui características específicas. Portanto, a detecção precoce pode ser decisiva para a realização de medidas de manejo eficientes.

Além disso, o monitoramento periódico da lavoura é essencial. Por meio dele, é possível identificar folhas manchadas, com baixo desenvolvimento ou necrosadas, vagens com manchas ou abortadas, hastes com manchas ou necrosadas e partes do talhão com problemas de desenvolvimento.

Após identificar e analisar a área, é necessário adotar medidas assertivas de manejo. Assim, torna-se possível minimizar as consequências causadas pelo patógeno.

A seguir, algumas das principais doenças que afetam a sojicultura.

– Ferrugem-asiática em soja (Phakopsora pachyrizi)

DESENVOLVIMENTO

Os sintomas podem aparecer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta.

Além disso, o processo de infecção depende da disponibilidade de água livre na superfície da folha. Para que a infecção ocorra, são necessárias no mínimo seis horas de molhamento foliar. Entretanto, o máximo de infecção ocorre entre 10 e 12 horas de molhamento.

SINTOMAS

Os primeiros sintomas são caracterizados por minúsculos pontos, com no máximo 1 mm de diâmetro. Esses pontos são mais escuros do que o tecido sadio da folha e apresentam coloração esverdeada a cinza-esverdeada. Além disso, apresentam uma protuberância correspondente, chamada urédia, na página inferior da folha.

Com o avanço da doença, as urédias adquirem cor castanho-claro a castanho-escuro. Em seguida, abrem-se em um minúsculo poro e expelindo esporos hialinos. Esses esporos se acumulam ao redor dos poros e, posteriormente, são carregados pelo vento.

CONTROLE

O controle químico com fungicidas formulados em mistura de diferentes grupos químicos tem se mostrado eficiente. No entanto, o fungicida deve ser aplicado preventivamente ou logo nos primeiros sintomas da doença.

Existem cultivares resistentes disponíveis no mercado. Ainda assim, elas não dispensam o uso de fungicidas.

– Podridão radicular de fitóftora (Phytophthora sojae)

DESENVOLVIMENTO

As condições climáticas ideais para ocorrência de falhas na emergência e tombamento de plântulas são temperaturas em torno de 25 °C. Além disso, a elevada umidade no solo durante a semeadura e a emergência favorece o desenvolvimento da doença.

O patógeno desenvolve estruturas de resistência, chamadas oósporos. Essas estruturas permanecem viáveis em restos de cultura e no solo por muitos anos. Em estádios mais avançados, os sintomas variam de acordo com o nível de resistência e tolerância da cultivar.

SINTOMAS

Os sintomas podem ser observados em plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento.

Sementes infectadas podem apodrecer ou germinar lentamente. Como consequência, ocorre a morte de plântulas, que apresentam hipocótilos com aspecto encharcado e coloração marrom.

Em plantas adultas, os sintomas começam com clorose das folhas e murcha das plantas. Posteriormente, as folhas secam e permanecem presas à haste. Além disso, a haste e os ramos laterais apresentam apodrecimento de coloração marrom-escura.

CONTROLE

Para evitar falhas na emergência, recomenda-se o uso de cultivares resistentes. Além disso, é importante melhorar as condições de drenagem do solo.

No entanto, não há medidas de controle recomendadas para plantas adultas.

– Antracnose (Colletotrichum truncatum)

DESENVOLVIMENTO

A antracnose é uma doença que afeta principalmente a fase inicial de formação das vagens. Além disso, ocorre com maior frequência na região dos Cerrados, devido à elevada precipitação e às altas temperaturas.

Em anos chuvosos, pode causar redução no número de vagens. Como consequência, a planta pode apresentar retenção foliar e haste verde.

Além disso, sementes oriundas de lavouras que sofreram atraso de colheita podem apresentar índices mais elevados de infecção.

SINTOMAS

A doença pode causar morte de plântulas. Além disso, provoca manchas negras nas nervuras das folhas, nas hastes e nas vagens.

Em alguns casos, pode ocorrer queda total das vagens ou deterioração das sementes quando há atraso na colheita. Nas vagens infectadas nos estádios R3-R4, observa-se coloração castanho-escura a negra, além de deformações.

As partes infectadas geralmente apresentam várias pontuações negras. Essas estruturas correspondem às frutificações do fungo, chamadas acérvulos.

CONTROLE

Recomenda-se o uso de sementes sadias e o tratamento de sementes. Além disso, a rotação de culturas, o espaçamento adequado entre fileiras e um estande que permita bom arejamento da lavoura são medidas importantes.

Também é fundamental realizar manejo adequado do solo, principalmente em relação à adubação potássica. Além dessas práticas, pode-se utilizar manejo químico com produto específico em áreas com presença do patógeno e condições favoráveis ao seu desenvolvimento.

– Mancha-alvo (Corynespora cassicola)

DESENVOLVIMENTO

O fungo é encontrado em praticamente todas as regiões de cultivo de soja do Brasil. Aparentemente, é nativo e infecta diversas plantas nativas e cultivadas.

Além disso, pode sobreviver em restos de cultura e em sementes infectadas. A umidade relativa elevada favorece a infecção nas folhas.

SINTOMAS

As lesões iniciam-se como pontuações pardas com halo amarelado. Com o avanço da doença, evoluem para grandes manchas circulares de coloração castanho-claro a castanho-escuro, podendo atingir até 2 cm de diâmetro.

Geralmente, as manchas apresentam uma pontuação escura no centro, semelhante a um alvo. Em cultivares suscetíveis, pode ocorrer severa desfolha. Além disso, surgem manchas pardo-avermelhadas na haste e nas vagens. O fungo também pode infectar as raízes.

CONTROLE

Recomenda-se o uso de cultivares resistentes e o tratamento de sementes. Além disso, é indicada a rotação de culturas com milho e espécies de gramíneas.

Quando necessário, também pode ser realizado o controle químico com fungicidas.

– Podridão-de-carvão (Macrophomina phaseolina)

DESENVOLVIMENTO

Áreas onde o preparo do solo não é adequado podem favorecer o problema. Nessas situações, ocorre a formação de pé de grade, o que resulta em plantas com sistemas radiculares superficiais e pouca tolerância à seca.

Consequentemente, essas plantas tornam-se mais vulneráveis ao ataque de Macrophomina, principalmente em condições de déficit hídrico.

SINTOMAS

A infecção das raízes pode ocorrer desde o início da germinação, pois o fungo é um habitante natural dos solos.

As lesões no colo da planta apresentam coloração marrom-avermelhada e caráter superficial. Além disso, radículas infectadas apresentam escurecimento dos tecidos.

Após o florescimento, caso ocorra déficit hídrico, as folhas tornam-se inicialmente cloróticas. Em seguida, secam e adquirem coloração marrom.

CONTROLE

Mostram-se eficazes ações como a cobertura adequada do solo com restos de cultura. Além disso, são importantes bons manejos físico e químico do solo.

Em solos compactados, recomenda-se realizar escarificação para facilitar a penetração das raízes.

⦁ Crestamento foliar de cercospora (Cercospora kikuchii)

DESENVOLVIMENTO

O fungo está disseminado por todas as regiões produtoras de soja do País. No entanto, a doença é mais severa nas regiões mais quentes e chuvosas.

É o fungo mais frequentemente encontrado em lotes de semente. Ainda assim, ele não afeta a germinação.

O patógeno pode ser introduzido na lavoura por meio de sementes infectadas e não tratadas. Além disso, também pode sobreviver nos restos culturais.

SINTOMAS

O fungo ataca todas as partes da planta.

Nas folhas, os sintomas são caracterizados por pontuações escuras, castanho-avermelhadas, com bordas difusas. Com o avanço da doença, essas pontuações se unem e formam grandes manchas escuras, resultando em severo crestamento e desfolha prematura.

Nas vagens, aparecem pontuações vermelhas que evoluem para manchas castanho-avermelhadas. Além disso, o fungo provoca manchas vermelhas nas hastes, limitadas ao córtex.

Quando a infecção ocorre nos nós, o fungo pode penetrar na haste. Como consequência, provoca necrose de coloração avermelhada na medula.

CONTROLE

O controle deve ser realizado com o uso de cultivares livres do patógeno. Além disso, recomenda-se o tratamento de sementes e aplicações de fungicidas na parte aérea.

VOCÊ PRECISA SABER!

O manejo eficiente de doenças na lavoura de soja não apenas proporciona benefícios imediatos, como a proteção da safra atual. Além disso, também contribui para a sustentabilidade da produção no longo prazo.

Isso ocorre porque práticas adequadas preservam a saúde do solo e reduzem a pressão de resistência a fungicidas.

Portanto, é fundamental adotar abordagens integradas e sustentáveis. Dessa forma, torna-se possível garantir a resiliência e a produtividade contínua da lavoura.

Para isso, conte com o time ORÍGEO! Estamos no dia a dia do agricultor, fazendo da sua fazenda o nosso escritório. Por meio de monitoramento contínuo e análises precisas, oferecemos as melhores soluções para a sua lavoura.

Conheça 6 doenças da soja e como enfrentá-las!