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Conheça 8 pragas da soja e como combatê-las!
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Conheça 8 pragas da soja e como combatê-las!

Todos os aspectos da produção são abordados pelas técnicas de manejo agrícola. No entanto, é importante destacar que o manejo adequado de plantas daninhas e o controle de pragas e doenças são determinantes para a produtividade final da cultura da soja.

Além disso, a lavoura deve ser monitorada desde a semeadura até a colheita. Assim, garante-se que pragas ou doenças não prejudiquem o desenvolvimento da cultura. Nesse contexto, a Embrapa propõe o manejo fitossanitário integrado, que inclui o monitoramento de insetos-pragas e inimigos naturais, doenças iniciais e tardias, bem como plantas daninhas.

Quando falamos de controle de pragas na cultura da soja, o objetivo é detectar, controlar e evitar prejuízos na qualidade do produto e na rentabilidade da safra. Por isso, é necessário realizar um manejo eficaz.

MANEJO DE PRAGAS

A melhor abordagem é a identificação precoce, antes que o nível populacional cause danos econômicos significativos à cultura.

Para isso, é necessário investir em um sistema de monitoramento contínuo durante todo o ciclo produtivo. Dessa forma, qualquer sinal de infestação pode ser detectado rapidamente e o controle fitossanitário pode ser implementado no momento adequado.

A detecção de pragas na lavoura de soja exige observação minuciosa dos insetos em diferentes etapas de desenvolvimento. Além disso, é importante estar atento aos sintomas que indiquem infestação. Para que esse processo ocorra de forma eficiente, é necessário contar com um especialista agrícola acompanhando o cultivo, com conhecimento para reconhecer a presença de insetos antes que causem danos ao resultado da safra.

Vale lembrar que, dependendo da espécie e da extensão da infestação, os sinais podem incluir manchas, desfolhamento, morte de plantas e outros problemas. Portanto, é essencial examinar cuidadosamente raízes, folhas, hastes, flores e frutos em busca de invasores ou sinais de doenças.

Conheça agora algumas das principais pragas que podem acometer a safra de soja.

PRAGAS NA SOJA

Percevejo-castanho (Scaptocoris castanea)

O percevejo-castanho apresenta infestação esporádica. No entanto, seu ataque pode ser severo e, muitas vezes, é confundido com deficiência nutricional, pois causa o definhamento e até a morte da planta.

Além disso, a detecção dessa praga secundária é difícil, já que ela se localiza no solo da plantação.

Métodos como o controle biológico, com a utilização de fungos, e a aração do solo podem trazer bons resultados para a lavoura.

O controle com defensivos, por sua vez, é recomendado apenas em áreas propensas à proliferação do inseto.

Isso ocorre porque os hábitos subterrâneos do percevejo reduzem a efetividade desses produtos.

Lagarta-elasmo ou Broca do colo (Elasmopalpus lignosellus)

Geralmente, esses insetos se desenvolvem em ambientes de solos secos e arenosos, fator que contribui para a proliferação da espécie.

Eles podem ser encontrados nas culturas de soja, algodão, feijão, milho, entre outras. Seu sintoma é característico: formam abrigos no interior do caule, causando enfraquecimento e até mesmo a morte da planta. Além disso, seus danos são mais frequentes até os 30 dias após a emergência da lavoura.

O uso de inseticidas sistêmicos no tratamento de sementes, bem como aplicações de produtos químicos, são métodos de controle e prevenção dessa praga. Além disso, o retorno da umidade no solo também contribui para reduzir sua ocorrência.

Corós (Phyllophaga cuyabana)

Essa praga ataca as plantas em duas fases de seu desenvolvimento. As larvas do coró alimentam-se das raízes das plantas, dificultando a absorção de água e nutrientes e comprometendo o crescimento da cultura. Já os insetos na fase adulta alimentam-se de outras partes da vegetação, como caule e folhas.

O tratamento de sementes ajuda a inibir a proliferação do inseto. Além disso, o produtor pode adotar o controle biológico e aplicar inseticida no sulco de plantio para reforçar o manejo da praga.

Lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens)

A lagarta-falsa-medideira é um inseto de coloração verde-claro, com listras brancas e pontuações pretas no corpo. Caracteriza-se pelo hábito de medir palmo e pode mudar de cor conforme a alimentação.

Ela ataca principalmente a parte vegetativa da planta de soja, causando intensa desfolha, especialmente quando a cultura atinge a fase reprodutiva.

Além do controle genético, o agricultor deve aplicar outras técnicas de manejo integrado, como o uso de inseticidas químicos e a rotação de princípios ativos, especialmente durante a fase de fechamento das fileiras.

Mosca-branca (Bemisia sp.)

A mosca-branca é um inseto capaz de produzir danos diretos e indiretos na planta da soja. Os danos diretos ocorrem durante a alimentação, quando o inseto suga a seiva da planta. No entanto, são os danos indiretos que mais preocupam o sojicultor. Isso acontece porque, durante a alimentação, o inseto libera parte da seiva sugada na planta, favorecendo a formação do fungo fumagina (Capnodium sp.), que deixa as folhas enegrecidas.

Vale lembrar que o fungo pode ser transmitido tanto pela mosca-branca adulta quanto pela ninfa, ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento da soja. Além disso, os ataques tendem a ser mais intensos na fase de enchimento de grãos, especialmente em condições de estiagem e clima quente.

O controle desse inseto-praga pode ser feito com aplicação de inseticidas químicos, controle biológico, controle cultural e também com a rotação de culturas.

Tamanduá-da-soja (Sternechus subsignatus)

Também conhecido como bicudo-da-soja, esse inseto-praga pode atacar a lavoura tanto na fase larval quanto na fase adulta. Em ambos os casos, os insetos consomem o tecido das plantas. Normalmente, os ataques ocorrem em reboleiras e tendem a ser mais intensos em propriedades que utilizam o Sistema de Plantio Direto (SPD).

Além disso, o período mais crítico de ataque ocorre na fase inicial da safra, quando as plantas ainda são jovens. Portanto, assim como nos demais casos, a melhor forma de controlar o bicudo-da-soja é investir em técnicas de manejo integrado. Nesse sentido, o produtor deve monitorar a lavoura com amostragem nos talhões, adotar a rotação de culturas e realizar o tratamento de sementes para proteger a lavoura.

Lagarta helicoverpa (Helicoverpa armigera)

Essa praga apresenta alta capacidade de reprodução e adaptação. Ela se desenvolve em diferentes condições climáticas e, além disso, apresenta resistência a alguns inseticidas, o que favorece sua rápida proliferação.

Seu ataque ocorre principalmente nas vagens da soja, prejudicando a produtividade da cultura. O controle pode ser realizado por meio de produtos químicos ou biológicos, além do uso de cultivares Bt.

Lagartas do Complexo Spodoptera (S. frugiperda, S. cosmioides e S. eridania)

S. frugiperda, S. eridania e S. cosmioides formam o complexo de lagartas Spodoptera. Elas podem ser encontradas principalmente nas culturas de soja, algodão e milho. Por isso, saber identificá-las é fundamental para escolher o método e o momento correto de aplicação do controle.

Além disso, o produtor deve planejar bem o manejo, pois esses insetos-praga provocam desfolha, abortamento de flores e vagens e também causam danos diretos aos grãos ao perfurarem as vagens.

Assim, após um monitoramento eficaz da lavoura, o controle químico ou biológico torna-se a alternativa mais indicada para um controle efetivo.

VOCÊ PRECISA SABER!

O monitoramento das pragas agrícolas envolve não apenas abordagens práticas, mas também a compreensão técnica dos sintomas. Além disso, é importante lembrar que um engenheiro-agrônomo deve sempre prescrever e acompanhar a compra e a aplicação de produtos químicos na lavoura.

Nesse sentido, conte com o time ORÍGEO! Estamos ao lado do agricultor, fazendo da sua fazenda o nosso escritório. Por meio do nosso modelo de atendimento inovador, disponibilizamos uma equipe de consultores técnicos para identificar as necessidades do dia a dia da sua lavoura e oferecer os melhores insumos.

Conheça 8 pragas da soja e como combatê-las!